Lua's profileEspaço de LuísaPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
Espaço de Luísa somos claustros : somas de mãos . e silêncio das dores que se fizeram corpo da alma! vibrátil a voz deste silêncio . a vastidão maior onde desabito a memória. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quantos amo e ainda amarei...
será possível escolher?!!!...dependendo dos nossos tempos e espaços, eles chegam e instalam-se mansamente como quem pede um beijo...
|
July 04 ...
" espero, não sei onde, até quando, o maternal regaço de estranhas rosas brancas..." josé agostinho baptista * * * _____ ::::::::::::::: I I I
imploro o silêncio o silêncio que é fascínio e deslumbre ou instante sobre a incessante voz da dor do amor dos nomes acumulados de vento
imploro o silêncio a ser sílaba lenta abraço e pele ou chão na voz da água
imploro o silêncio ninho de renúncia aos olhos da mágoa
imploro o silêncio a ser beijo e destino para abrir a eternidade das rosas sobre a terra.
lua June 30 ...::::::::::::::::::::::: 30 de junho "assim fremente e nua,a luz só pode ser dos girassóis." Eugénio de Andrade ... _______ ou quando do corpo se faz poesia! Pina Bausch [1940-2009] ___________ "o silêncio de encontro à jugular, é uma lâmina pura." josé mário silva * * *
não digas nada o corpo é uma sílaba indizível se as aves perdem o rumo. que atravesse [definitivo a minha solidão.
lua
June 26 ...
Se te assolar a minha tempestade,
coloca-te, direita, frente ao meu vento;
fecha as pálpebras ao meu sopro,
fica cega
desse simples ver-me.
Rilke
_______________
______ ... tuas josé ! . . .
sobre as fugas digo-te: equilibro silenciosos olhares sustentando os pés numa voz rasgada de pressentimentos. simbólica é a flor branca do quase a que resiste mas mãos a que insinua os lugares no peito raso de segredos a que um dia demos abrigo. sei que as cidades vão ardendo [também a nossa ficando desertas e estéreis um ventre vazio de uma água mãe de possibilidades e tudo decresce até chegar à mingua que suspende as coisas do seu corpo. resta-nos a lucidez suplicante dos pássaros esse gorjeio compulsivo que ainda suporta o sofrimento. ironia? recomeço cada manhã com a estranheza do canto dos inícios quando sei da condenação à morte com a mesma certeza de termos existido.
lua
June 23 ...
explodem dois astros de éter. uma estrela cadente passa sem que tenhamos tempo para formular os três desejos.
al berto ____________
* *
urbano o grito queixume das pedras que medem os dias crescentes de frio insistente o vento demográfico sonho às portas ilusórias. a fome cresceu durante a noite. ah pátria esquecida onde os cães morrem na praia. e se perguntarem quem somos? digo: hoje limito-me a pronunciar o mundo.
lua ________
*
foto: jorge alfar
_______________________
June 19 ..." derrubados sobre a terra com a boca aberta como se dissessem a pena de morrerem ou murmurando alguma coisa da memória recobrada por inteiro no momento de por inteiro se perder"
Saramago
*
*
*
pergunto como se resiste a estas tardes . a tardes que são de sol de partidas guardadas no peito .ao nó da tua voz ansiosa ou da tua palavra escrita ___ não demores meu Amor .aguardo .te... o anseio absoluto de te sentir... __ a tardes que se desdobram milimetricamente aconchegadas na alma . pergunto pergunto … às vezes as flores abrem .se tão tristes ao zumbido das abelhas que o sol se exila como uma ilha in pronunciável e o poema não consegue respirar . sabes porquê . sabes das reminiscências que pontuam os olhos estendidos sobre o tempo quando as chegadas eram o pronunciamento das aves .sabes do amor maior que se inscreve nos vértices da pele e nela se transforma .escrevo . escrevo .te deixando cair sementes das mãos para que tudo cresça do chão à tua volta e pelo menos tu aí em qualquer lado nos caminhos que já nos foram horizonte possas morder os raios de sol . às vezes chegam .me rumores das tuas mãos infelizes e os meus olhos são lírios salgados a derramar .se no vento . não sei como se mede o Amor se pelo que se omite nos silêncios prolongados ou nos gestos caligráficos que o acusam em sílabas transgressoras ______ o pulso desobedece à ordem do exílio do teu nome e pontua a noite de sítios difíceis de suportar a insónia .lembras .te? ____ um dia na cama dos teus braços discorremos sobre a forma de combater a insónia e como contar carneiros era uma cena pobremente colorida para apaziguar a febre .rimos da tontura pronunciada de olhar um tecto pincelado de pequenas nuvens incontáveis . ficámos a ouvir o pio das corujas pelo vale .aconchegaste .me no teu corpo e vi .te adormecer apaziguadamente feliz e inteiro no avesso de todos os vendavais . ______ não é isto o Amor?!... ainda vivo junto ao mar . onde tudo se decompõe nas ligações azuis deste presente esculpido de viagens .onde escrevo a nossa voz na tremura das marés … ( uma chávena de chá o caderninho que me disseste a rotring que me ofereceste ______ ocre de terra que te está imanente na alma desde sempre meu Amor disseste ) . tenho medo .arrasto este vento colado de lodos como um alimento que desarruma a alma . o corpo dilui .se na constante aguarela de uma nascente sem foz … mas não sei sair daqui . já tentei ensaiar uma nova tela para que te pudesse guardar numa ogiva de silêncio . para guardar esse lenço branco que ficou incinerado de mágoas à distancia fria dos nossos olhos . mas a noite prolonga .se . uma noite com alma de fera . corrói todas as palavras um assobio de medo nas horas recuadas que fingem um sono . e não sou capaz... queria que me ensinasses um dia em que se começa a esquecer . o dia em que a hora da partida com o coração vermelho não nos toque com a dor do silvo dos comboios que chegam com o lugar vazio de ti . queria que me ensinasses o lugar onde subitamente se veja um pássaro para repousar o corpo magoado das palavras tristes no humilde sossego das suas asas .e então talvez volte a pintar meu amor . _____ já não pinto há tantas luas ! e adormeça finalmente nua feliz e inteira como tu quando dormias nos meus braços .
lua
Olá! Sou pequenina na altura,mas tenho um coração do tamanho do mundo para te acolher. Volta sempre que quiseres.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|