Lua's profileEspaço de LuísaPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
Espaço de Luísa somos claustros : somas de mãos . e silêncio das dores que se fizeram corpo da alma! vibrátil a voz deste silêncio . a vastidão maior onde desabito a memória. |
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Quantos amo e ainda amarei...
será possível escolher?!!!...dependendo dos nossos tempos e espaços, eles chegam e instalam-se mansamente como quem pede um beijo...
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July 08 ...
à Mirita com toda a ternura que o meu coração acumula. Obrigada… e parabéns!
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ensinaram-me que o amor pode ser uma rosa um cacto… ensinaram-me a memória das suas pétalas. . . . frágil o desalinho dos dedos que se acrescenta em silêncios com garras ... e todas as palavras gritam a sobrevivencia insubmissa de uma pele que é de um rio a foz a margem dolorosamente muda muda e agónica . .
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o que virá de um colo terno no sorriso da manhã embalar a minha voz?
__o tempo desliza devagar diz a voz do esquecimento passa lento assustadoramente lento. e antes que envelheça nas palavras ou elas em mim se esqueçam abandono a mão que escreve a minha sombra sílaba a sílaba para te dizer do amor do que se escreve na extensão do coração como uma paisagem alentejana. relembro o cheiro da terra o rosto manso da noite sobre a casa esse silêncio doce que de nós sobrava. e tudo se redesenha com dedos de sol a voz do amor todo por cumprir. recordo a tua voz serena uma mão de mãe em concha. lembro uma árvore pequenina a enfeitar de musgo aquele dezembro e uns deditos de criança. os gestos perfeitos em brincadeiras trapalhonas o olhar do aconchego e um coração a esticar o beijo pacificado onde o corpo descansava e tudo o amor transformava.
__o tempo desliza devagar diz a voz do esquecimento passa lento assustadoramente lento. faço agora de cada verso um caminho para o longe cada vez mais longe como uma fuga também um pranto onde me exponho nua magoadamente nua. em mim já tudo ardeu só umas gotas de chuva tocam ainda com uma sede infinita as pontas dos meus cabelos e as madeixas da memória onde há barcos desmantelados e brancas asas de pássaros.
ardemos como um incêndio nas falsas asas de um Ícaro. ficaste tu como uma semente de sol também a voz azul de uma criança e um regaço de ternura a embalar o meu sono.
escrevo-te agora uma saudade que dói e umas lágrimas de sol nesse dia último do teu abraço e falo-te ainda ao longe nesta cadeira de Julho ___ as minhas mãos em foice para colher umas rosas que te cheguem na voz do vento e com o rigor substantivo das mãos que despi de todas as sombras para te tocar o rosto digo-te : _______ serás sempre um bálsamo a casa da ternura onde nos sentámos um dia um tempo das mais puras rosas como o olhar das mães que suaviza a minha noite.
lua July 04 ...
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♪♪♪ __________ ... e atravesso a ponte dos milagres do silêncio. vem caronte! ... feliz é aquele que transpõe o postulado das sombras e renasce do estilhaço das lágrimas. ____________ _______
* * * _____ " espero, não sei onde, até quando, o maternal regaço de estranhas rosas brancas..." josé agostinho baptista ::::::::::::::: I I I
imploro o silêncio o silêncio que é fascínio e deslumbre ou instante sobre a incessante voz da dor do amor dos nomes acumulados de vento
imploro o silêncio a ser sílaba lenta abraço e pele ou chão na voz da água
imploro o silêncio ninho de renúncia aos olhos da mágoa
imploro o silêncio a ser beijo e destino para abrir a eternidade das rosas sobre a terra.
lua June 30 ...::::::::::::::::::::::: 30 de junho "assim fremente e nua,a luz só pode ser dos girassóis." Eugénio de Andrade ... _______ ou quando do corpo se faz poesia! Pina Bausch [1940-2009] ___________ "o silêncio de encontro à jugular, é uma lâmina pura." josé mário silva * * *
não digas nada o corpo é uma sílaba indizível se as aves perdem o rumo. que atravesse [definitivo a minha solidão.
lua
June 26 ...
Se te assolar a minha tempestade,
coloca-te, direita, frente ao meu vento;
fecha as pálpebras ao meu sopro,
fica cega
desse simples ver-me.
Rilke
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______ ... tuas josé ! . . .
sobre as fugas digo-te: equilibro silenciosos olhares sustentando os pés numa voz rasgada de pressentimentos. simbólica é a flor branca do quase a que resiste mas mãos a que insinua os lugares no peito raso de segredos a que um dia demos abrigo. sei que as cidades vão ardendo [também a nossa ficando desertas e estéreis um ventre vazio de uma água mãe de possibilidades e tudo decresce até chegar à mingua que suspende as coisas do seu corpo. resta-nos a lucidez suplicante dos pássaros esse gorjeio compulsivo que ainda suporta o sofrimento. ironia? recomeço cada manhã com a estranheza do canto dos inícios quando sei da condenação à morte com a mesma certeza de termos existido.
lua
June 23 ...
explodem dois astros de éter. uma estrela cadente passa sem que tenhamos tempo para formular os três desejos.
al berto ____________
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urbano o grito queixume das pedras que medem os dias crescentes de frio insistente o vento demográfico sonho às portas ilusórias. a fome cresceu durante a noite. ah pátria esquecida onde os cães morrem na praia. e se perguntarem quem somos? digo: hoje limito-me a pronunciar o mundo.
lua ________
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foto: jorge alfar
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Olá! Sou pequenina na altura, mas a minha varanda é larga ... tem a dimensão do mundo Volta sempre que quiseres.
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